A Braçadeira de Capitão…
Joguei pouco tempo um desporto colectivo por isso não posso analisar, com conhecimento de causa, a importância de um capitão de equipa. Mas, na minha opinião, um capitão tem que ser um líder, tem que inspirar tem que se fazer respeitar.
A braçadeira do meu Porto está há muito tempo entregue ao Jorge Costa ou, na sua ausência, ao Vítor Baía. Em qualquer um dos casos não tenho nada a dizer. São “produto da casa”, estão lá há muitos anos, são respeitados pelos colegas e são tugas (não é que isto seja condição essencial – lembro-me, por exemplo, do saudoso capitão Aloísio).
Acho o Jorge um bocado bruto (para não dizer outra coisa) de vez em quando. Mas aquilo está-lhe no sangue! Ele é bruto com toda a gente, não é nada dirigido… Dá-me ideia que até com ele próprio é bruto quando as coisas lhe correm mal. É bruto com os árbitros e acima de tudo é bruto com os colegas de equipa.
Quando alguma coisa está a correr mal o Jorginho vai lá, dá 3 berros e mais uns tantos empurrões e a coisa fica sanada. Quando o Porto está a perder o Jorge vai buscar forças onde já não as deve ter e corre o campo inteiro qual médio ou ponta de lança e já por algumas vez resolveu jogos.
Quando alguma coisa está a correr mal o Jorginho vai lá, dá 3 berros e mais uns tantos empurrões e a coisa fica sanada. Quando o Porto está a perder o Jorge vai buscar forças onde já não as deve ter e corre o campo inteiro qual médio ou ponta de lança e já por algumas vez resolveu jogos.
Eu gosto dele e não o crucifiquei aquando do lamentável episódio da braçadeira atirada para o chão porque acho que aquilo foi mais direccionado para o Octávio Machado do que para a Instituição em si… Continuo a achar que um pedido de desculpas aos adeptos não teria ficado mal, mas são águas passadas!
O Benfica andou algum tempo à deriva no que se refere a este assunto. Achei o episódio da época passada com o Simão caricato, mas dei-lhe razão. Tinha sido ele o capitão na época 2002/2003 e tinha lógica a sua continuidade. O Hélder fez campanha na comunicação social e no balneário e ganhou umas eleições que nunca tinham existido até à data. Na minha opinião a birra do Simão tinha algum fundamento e, porque a lógica não falha, a braçadeira está hoje no seu braço e na minha opinião bem entregue… Cumpre o seu papel, falta-lhe um pouco de carisma. Mas acho que com o tempo chega lá!
O sistema da Sporting é o que mais me confunde… Acho que o 1º Capitão é o Pedro Barbosa, o 2º o Beto e o 3º o Sá Pinto (ou então são estes 3 numa outra ordem que não chego a perceber bem). Nenhum deles é titular indiscutível e por isso a braçadeira vai andando de “mão em mão” entre estes três… Ou outro qualquer (Confesso que dos três, faz-me alguma confusão que uma pessoa com a indisciplina da Beto possa ser capitão, mas são assuntos internos). A falta de uma liderança vincada (na minha opinião a começar no banco… mas isto parece-me um problema existente nos 3 clubes) pode dar azo a situações, por assim dizer, esquisitas!
Vou só falar das suas mais recentes. A primeira, o “penalty de ninguém ou de muita gente”. Quem percebe o mínimo de futebol sabe que está sempre estipulado o jogador que marca as grandes penalidades. Não reina a anarquia de “quem sofre a falta é quem marca”. Houve quem chamasse mimado ao Liedson pela cena lamentável… Se houve ali mimo a mais foi do Sá Pinto, na minha opinião.
No relato que eu ouvia na rádio a cena foi descrita pelos comentadores como “algo que faz lembrar os jogos dos iniciados do Sta. Iria”. Não achei que fosse tão mau até ver as imagens da televisão. Aquele momento marcou o jogo. A partir daí, cada um comemorou os golos para o seu lado… E pior, cada um com os seus seguidores.
O Benfica andou algum tempo à deriva no que se refere a este assunto. Achei o episódio da época passada com o Simão caricato, mas dei-lhe razão. Tinha sido ele o capitão na época 2002/2003 e tinha lógica a sua continuidade. O Hélder fez campanha na comunicação social e no balneário e ganhou umas eleições que nunca tinham existido até à data. Na minha opinião a birra do Simão tinha algum fundamento e, porque a lógica não falha, a braçadeira está hoje no seu braço e na minha opinião bem entregue… Cumpre o seu papel, falta-lhe um pouco de carisma. Mas acho que com o tempo chega lá!
O sistema da Sporting é o que mais me confunde… Acho que o 1º Capitão é o Pedro Barbosa, o 2º o Beto e o 3º o Sá Pinto (ou então são estes 3 numa outra ordem que não chego a perceber bem). Nenhum deles é titular indiscutível e por isso a braçadeira vai andando de “mão em mão” entre estes três… Ou outro qualquer (Confesso que dos três, faz-me alguma confusão que uma pessoa com a indisciplina da Beto possa ser capitão, mas são assuntos internos). A falta de uma liderança vincada (na minha opinião a começar no banco… mas isto parece-me um problema existente nos 3 clubes) pode dar azo a situações, por assim dizer, esquisitas!
Vou só falar das suas mais recentes. A primeira, o “penalty de ninguém ou de muita gente”. Quem percebe o mínimo de futebol sabe que está sempre estipulado o jogador que marca as grandes penalidades. Não reina a anarquia de “quem sofre a falta é quem marca”. Houve quem chamasse mimado ao Liedson pela cena lamentável… Se houve ali mimo a mais foi do Sá Pinto, na minha opinião.
No relato que eu ouvia na rádio a cena foi descrita pelos comentadores como “algo que faz lembrar os jogos dos iniciados do Sta. Iria”. Não achei que fosse tão mau até ver as imagens da televisão. Aquele momento marcou o jogo. A partir daí, cada um comemorou os golos para o seu lado… E pior, cada um com os seus seguidores.
E são estas coisas que “partem balneários”.
Voltando à liderança, um outro episódio veio confundir-me ainda mais esta jornada. O Sá Pinto é substituído e a braçadeira de capitão vai direitinha para o braço de… Custódio (de assinalar que o Pedro Barbosa estava em campo). Não tenho nada contra o Custódio, pelo contrário! Com 21 anos está à beira (espero eu) de se iniciar na Selecção A e com todo o mérito… Mas porque é que a braçadeira foi para aquele braço?? Será que, no Sporting, todos os jogadores podem assumir esta responsabilidade?
Eles não acreditam mas um bom Psicólogo do Desporto anda a fazer falta a muita equipa portuguesa!!
Voltando à liderança, um outro episódio veio confundir-me ainda mais esta jornada. O Sá Pinto é substituído e a braçadeira de capitão vai direitinha para o braço de… Custódio (de assinalar que o Pedro Barbosa estava em campo). Não tenho nada contra o Custódio, pelo contrário! Com 21 anos está à beira (espero eu) de se iniciar na Selecção A e com todo o mérito… Mas porque é que a braçadeira foi para aquele braço?? Será que, no Sporting, todos os jogadores podem assumir esta responsabilidade?
Eles não acreditam mas um bom Psicólogo do Desporto anda a fazer falta a muita equipa portuguesa!!

11 protestos:
Quanto ao meu Porto... o Jorge é um líder, concordo contigo!
A brutalidade a que te referes é, muitas vezes, necessária para pôr ordem no campo. Quando começam a perder a cabeça ou a concentração tem de haver quem imponha respeito e faça tudo voltar à normalidade!
Eu não vi o que se passou no jogo do Sporting, dado que nem todos os jogos passam na rtpi mas, pelos comentários, deu para perceber que foi lamentável...
Acho que o Simão não tem o que se pode chamar de "controlo de equipa"... não o respeitam e não lhe dão a importância que deve ser dada a um capitão, que devia ser encarado como um PILAR central!
Bem... a ver vamos... mas já sabemos quem vai ganhar o campeonato! Pooooorto!!!!!
O Sporting é uma verdadeira democracia à Portuguesa ;) E já que o "cargo" de capitão hoje em dia não é mais que .. como se diz... um titulo honorífico ... olha que cada um tenha um pouquinho....
eh eh eh
Pelo que julgo saber (já que nisto não pesco muito) existe um capitão e sub-capitães ou não é assim?
Um aspecto que sempre defendi em relação aos capitães de equipa, mais do que a sua força ou brutalidade, é a capacidade de falarem, em nome da equipa, quer para os árbitros, quer para a equipa técnica, dirigentes, etc..
E acho que isso acontece no Sporting. Pessoas serenas, sérias, que consigam dialogar.
O facto de não haver uma pessoa definida poderá dever-se ao facto (quero acreditar que sim) que vários poderão ter este perfil.
Quanto aos balneários, bem se vê o que é que se passa no do Porto, certo?
Saudações leoninas.
(e está lançado o primeiro tema de discussão... vamos em frente... estamos no bom caminho ;o))
Do que eu conheço do desporto, normalmente o capitão de equipa é o elemento mais antigo da equipa, independentemente da idade, será aquele que veste a camisola do clube há mais tempo. Ora essa forma de eleger o capitão nem sempre poderá levar à escolha mais acertada! Um capitão de equipa tem de (ou deverá) ser um líder, respeitar (árbitros e os outros intervenientes do jogo) e fazer-se respeitar! E se a tudo isto podermos juntar amor à camisola, temos o capitão de equipa perfeito, mas que nos dias de hoje dificilmente encontramos. :)
Um capitão de equipa para mim deve ser um lider, capaz de nos momentos mais "quenres" conseguir manter a ordem e a calma e de puxar pelos colegas.
Sinceramente não faço ideia de como são escolhidos, mas há certos jogadores que não têm o mínimo perfil para a tarefa! Se o Beto é indisciplinado, não acho que o Jorge Costa o seja menos. E essa do "aquilo está-lhe no sangue" não me convence muito!
Se me é permitido um comentário ao meu próprio post e aos vossos comentários... :)
Eu acredito que possa haver no sporting muitas pessoas com perfil de capitão, mas continuo a achar que tem que haver alguém que se distinga, que seja respeitado por todos, facilmente identificável e que seja UM verdadeito líder. Quanto às diferenças entre o Jorge Costa e o Beto... Eles são os dois indisciplinados, é um facto. A diferença que mais me salta à vista é que efectivemente o J.C. é bruto com toda a gente, com ele e com os próprios colegas, enquanto que o Beto liberta normalmente os seus ataques de fúria sempre em cima dos senhores de preto... E ambos ficaram várias vezes impunes!
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Gostei deste post.
Portista como sou gostava de acrescentar aqui um pormenor.
Quando o Jorge Costa foi para Inglaterra (Charlton), capitão passou a ser o Vítor Baía e o sub-capitão o Deco. Quando o Jorge Costa voltou, poderia haver uma "guerra" entre Baía e Jorge Costa? O Baía diz: "O Capitão é o Jorge Costa!" Assunto arrumado...
Na final de Sevilha, o Jorge Costa fez questão de ter o Vítor Baía com ele para levantar a Taça! Isto sim, é união!
Ora a mim não me faz muita confusão estas coisas dos capitães nas lides do campeonato... mas quando tocam na selecção aí já é outra história... concordo plenamente que o capitão seja alguém respeitado, que imponha respeito e que saiba cumprir as regras (para dar o exemplo), seja ele o mais antigo na equipa ou não... No entanto o facto de serem mais séniores que outros não dá o direito a ninguém de não respeitarem os outros, como infelizmente já aconteceu na selecção... Mas quando há um capitão em campo é para ser sempre respeitado seja quem for...
Acho muito importante o papel de capitão da equipa, deve ser escolhido aquele que melhor consegue dialogar com colegas, árbitros,equipa tecnica, enfim, um elemento que identifique a equipa. O Simão... até gosto do rapaz e com uns aninhos a coisa vai!Ohhhh, Bennnfffiiiiicaaaaaaaaa!
O papel de um capitão de equipa é algo muito importante, pois deve ser entregue a uma pessoa que tenha um certo carisma não só com os adeptos, mas também entre os colegas de equipa, alguém que ao mesmo tempo imponha respeito e seja respeitado.
Em relação ao Simão acho que não acontece nem uma coisa nem outra, mas neste momento também não vejo mais ninguém que tenha capacidade para ocupar esse cargo.
O caso do Sporting sempre achei muito estranha a forma como são escolhidos os capitães de equipa, lembro por exemplo de há alguns anos atràs, um jogador estrangeiro que estava no clube à uma semana ser nomeado capitão, penso que não é a forma mais correcta de fazer as coisas.
Quanto a quem vai ser campeão acho que não há qualquer dúvida: BENNNFICAAAAA
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