Sporting do meu coração
Antes de abrir “hostilidades” e começar "ao ataque", começo por um registo de apresentação.
Já me perguntaram várias vezes de onde veio esta minha paixão pelo futebol e pelo Sporting. Sinceramente, não me lembro com exactidão. Lá em casa não havia paixão pela bola e os amigos da escola também tinham outros interesses.
Recordo que, nos meados dos anos 80, já ninguém me demovia de um apoio incondicional ao meu clube de sempre. Apesar de umas taças de Portugal ganhas pelo Sporting, nessa altura, quem reinava era o “glorioso Benfica” e o FCP já era uma equipa em plena ascensão. Apesar de tudo, eu também vibrei com o golo do Madger na Final da Liga dos Campeões em 87 e com a conquista da taça do Mundo um pouco depois nas terras geladas do Japão.
Mas não eram as conquistas de títulos que me incendiavam o coração. Lembro-me perfeitamente de me fascinar pela classe que o Carlos Xavier espalhava pelo relvado com aqueles toques de génio (já para não falar nos seus lindos olhos), dos golos do incrível Jordão e do amor à camisola do Manuel Fernandes, entre outros que me foram marcando. Sempre vivi o meu amor ao Sporting centrado nos jogadores. De poucos presidentes me lembro antes de Sousa Cintra e de treinadores, só a partir do Robson é que consigo listar alguns.
Hoje, só de pensar que estiveram a jogar numa mesma equipa, estrelas como Luís Figo, Balakov, Paulo Sousa e Valks, custa a acreditar como, mesmo assim, não ganhámos nada. E conseguiram levar 6-3 do Benfica!
Mas, se os jogadores do Sporting normalmente me conquistavam o coração de adepta, alturas houve em que também tive os meus desgostos. A vinda do João Pinto, “menino de ouro” da Luz, foi um duro golpe. Tive mais tarde de fazer o “mea-culpa” (apesar de o 6-3 da época 93/94 ainda me estar até hoje atravessado) e assumir que ele mostrou em campo ser um Sportinguista de garra. E o último campeonato ganho pelo Sporting, muito se deveu a ele e ao indisciplinado Jardel, de quem não guardo grandes saudades.
O meu momento mais alto, foi obviamente a conquista dos campeonatos de 2000 e 2002. Afinal de contas, depois de tantos anos de jejum, vivi com intensidade estes dois momentos de glória! E, se as conquistas não faziam falta para manter a minha paixão acesa, só posso dizer que, a partir de então, passei a desejá-las com mais força.
Hoje vivo o futebol de uma forma mais distanciada, mas com a paixão de sempre. Um jogo é sempre interrompido por um choro, uma muda de fralda, um puzzle para fazer, uma casa de Legos que ruiu. É com grande espanto que dou por mim a não me lembrar de nomes de alguns jogadores! É uma distância temporária, que aos poucos vou conseguindo encurtar. Porque já não é difícil agora, em cada golo do Sporting, ter palmo e meio de gente ao meu lado a partilhar a minha alegria e aos saltos gritar: “Goooooolo!!! Foi dos bons, mãe, foi?!”
Já me perguntaram várias vezes de onde veio esta minha paixão pelo futebol e pelo Sporting. Sinceramente, não me lembro com exactidão. Lá em casa não havia paixão pela bola e os amigos da escola também tinham outros interesses.
Recordo que, nos meados dos anos 80, já ninguém me demovia de um apoio incondicional ao meu clube de sempre. Apesar de umas taças de Portugal ganhas pelo Sporting, nessa altura, quem reinava era o “glorioso Benfica” e o FCP já era uma equipa em plena ascensão. Apesar de tudo, eu também vibrei com o golo do Madger na Final da Liga dos Campeões em 87 e com a conquista da taça do Mundo um pouco depois nas terras geladas do Japão.
Mas não eram as conquistas de títulos que me incendiavam o coração. Lembro-me perfeitamente de me fascinar pela classe que o Carlos Xavier espalhava pelo relvado com aqueles toques de génio (já para não falar nos seus lindos olhos), dos golos do incrível Jordão e do amor à camisola do Manuel Fernandes, entre outros que me foram marcando. Sempre vivi o meu amor ao Sporting centrado nos jogadores. De poucos presidentes me lembro antes de Sousa Cintra e de treinadores, só a partir do Robson é que consigo listar alguns.
Hoje, só de pensar que estiveram a jogar numa mesma equipa, estrelas como Luís Figo, Balakov, Paulo Sousa e Valks, custa a acreditar como, mesmo assim, não ganhámos nada. E conseguiram levar 6-3 do Benfica!
Mas, se os jogadores do Sporting normalmente me conquistavam o coração de adepta, alturas houve em que também tive os meus desgostos. A vinda do João Pinto, “menino de ouro” da Luz, foi um duro golpe. Tive mais tarde de fazer o “mea-culpa” (apesar de o 6-3 da época 93/94 ainda me estar até hoje atravessado) e assumir que ele mostrou em campo ser um Sportinguista de garra. E o último campeonato ganho pelo Sporting, muito se deveu a ele e ao indisciplinado Jardel, de quem não guardo grandes saudades.
O meu momento mais alto, foi obviamente a conquista dos campeonatos de 2000 e 2002. Afinal de contas, depois de tantos anos de jejum, vivi com intensidade estes dois momentos de glória! E, se as conquistas não faziam falta para manter a minha paixão acesa, só posso dizer que, a partir de então, passei a desejá-las com mais força.
Hoje vivo o futebol de uma forma mais distanciada, mas com a paixão de sempre. Um jogo é sempre interrompido por um choro, uma muda de fralda, um puzzle para fazer, uma casa de Legos que ruiu. É com grande espanto que dou por mim a não me lembrar de nomes de alguns jogadores! É uma distância temporária, que aos poucos vou conseguindo encurtar. Porque já não é difícil agora, em cada golo do Sporting, ter palmo e meio de gente ao meu lado a partilhar a minha alegria e aos saltos gritar: “Goooooolo!!! Foi dos bons, mãe, foi?!”

10 protestos:
Tens agora uma boa oportunidade de reacender a chama! Efectivamente já passaram grandes jogadores pelo Sporting, mas o futebol faz-se de grandes ascensões e grandes quedas. Todos têm as suas fase. O Sporting tem este ano (na minha opinião) a melhor equipa e continua a ser a melhor "escola" portugeusa. Já não acho o mesmo do Treinador... Mas vamos ver!
Estou em sintonia com miss dragão, sou sportinguista, e é verdade que para mim o sporting tem o melhor plantel, mas o ano passado sempre disse que o melhor era o Porto.
Em relação ao treinador realmente não sei bem, mas o certo é que quando e senhor está castigado o sporting vence sempre.
Bjs
Carla
Gostei muito deste texto! Só mesmo uma mulher para o escrever ;)
Esperemos que os momentos de glória do Sporting reapareçam em breve.
Parabéns a todas por este blog, continuem!
Olá!
Sou uma Benfiquista de coração (hoje um pouco abatida).
Gostei muito do vosso blog.
Ai, Carlos Xavier, também eu tenho saudades dele. Que classe! Um grande jogador!
Esse sim, era um verdadeiro "anti-cromo".
Pena que os jovens de hoje não o conheçam, porque seria sem dúvida uma referência.
Um beijo para todas
Olá!!
Tens que te lembrar dos 7 a 1 que demos aos Lampiões!!
Ainda há pouco tempo deu a repetição do jogo na RTP Memória!! Amei ver!! Dificilmente voltará a repetir-se!!
Estou feliz com o resultado de ontem!!
Saudadções Leoninas
Há quem tenha sangue vermelho a correr nas veias. Há mesmo quem tenha sangue azul...
Nós temos sangue verde. A fervilhar cada vez mais. E cada vez mais com motivos para tal.
Sempre.
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Para o ano o Rochemback está no Porto. E lá se foi o Sporting.
Bibó Puorto, caraguh!
As recordações, também as tenho e um dia falo nelas... Agora, vamos lá ver o que se ensina ás crinças!! "Bons" são os do outro lado da segunda circular!!! Ohhh, Bennficaaaaa! ;)
Só para dizer:
SPORTING! SPORTING!
Bolas que os meus comentários não passam disto!
Não me importa! Espero é também poder dizer o mesmo em relação ao meu rebento daqui a uns tempos... o pior é que com a mãe do SCP e o pai do FCP a pequerrucha está a ser levada para o SLB!!!
Aaaiiiiiii!
Sandra
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