Homenagem
Morreu o Jorge Perestrelo.
Talvez uma das suas expressões emblemáticas e que permanecerá conosco seja o "ripanarapaqueca", palavra mágica na euforia da celebração do golo. Quanto a mim, lembrarei sempre os seus relatos radiofónicos, em que desligávamos o som da televisão e sintonizávamos a rádio que tivesse o Jorge Perestrelo a fazer um relato; o senhor era um mago que relatava uma corrida de caracóis de modo a que a emoção transmitida se assemelhava a uma final disputadíssima. O éter radiofónico ao serviço da adrenalina desportiva.
Por toda a emoção, toda a legria, todo o calor transmitido: obrigado, Jorge.
Que a eternidade seja um sítio onde para sempre te acompanhem as coisas que amaste... entre elas, o bom futebol.

3 protestos:
Pois é, um homem que fazia com que o futebol fosse ainda mais emocionante. Que tenha descanço esteja ele onde estiver agora.
Ele dava mais emoção ao nosso futebol, que muitas vezes não estava ao nível do seu relato...
"Era disso que o povo gostava"...
Ficamos mais pobres...
Inigualável, sem dúvida alguma.
Ninguém mais relata como ele. Só ele. Com um estilo muito próprio, muito único.
Quis o destino que o seu último relato fosse o do Sporting. Quis a ironia que as suas últimas palavras de um relato fossem «Eu amo-te Sporting! Eu amo-te Sporting!». Logo ele, um benfiquista acérrimo...
A rádio ficou mais pobre. O futebol ficou mais pobre. Vamos ter saudades, Jorge.
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