2005/11/21

No mundo do faz-de-conta

Lá, onde um jogador pode entrar com os dois pés em direcção à pernoca do adversário sem que fique com peso na consciência...
Lá, onde um jogador pode apontar em direcção ao braço, fazendo sinais de «estiveste a chutar para a veia», provocando o adversário vencedor e sem ter que pedir desculpa por ter ofendido um colega de profissão...
Lá, onde um guarda-redes pode dar uma tremenda frangalhada e não se chamar Ricardo, passando despercebido pela crítica desportiva (pelo menos a televisiva)...
Lá, onde os jogadores podem jogar raguebi num suposto encontro de futebol...
Lá, nesse mundo do faz-de-conta, muitas coisas são permitidas. Ah, felizmente esse mundo está TÃO longe do nosso Portugalzito da Liga Beta!

5 protestos:

Em 21 novembro, 2005 15:58, Blogger Ana Rangel protestou:

Isso era o que nós queríamos, ? Que esta realidade não fosse a nossa... mas é! Infelizmente, é isso mesmo que temos...

Post fantástico... bem real, bem honesto e (até) imparcial! :D

 
Em 21 novembro, 2005 21:53, Blogger Miss Dragão protestou:

Tá tá... Longíssimo!! Que coisas esquesitas essas de que falas!!

Enfim... Siga! É o que temos, infelizmente!

 
Em 22 novembro, 2005 00:12, Anonymous Anónimo protestou:

De facto, infelizmente este é o País que temos e o futebol que assistimos. Mas é o mesmo País e o mesmo futebol onde os jogadores insultam os treinadores e nada lhes acontece, onde os jogadores prolongam as férias só e apenas porque resolvem e tudo se mantém na mesma, onde bolas que entram na baliza um metro e não são validados os golos e....com isto quero apenas dizer que telhados de vidro todos têm e entre os três grandes, no fim, o rácio entre o deve e o haver deve ser nulo.

e_so_uma_opiniao

 
Em 22 novembro, 2005 10:19, Blogger Xuinha Foguetão protestou:

Essa descrição é tão familiar que eu diria que é mesmo da nossa Liga... Não é? :)

Muito mau mas é nacional.

 
Em 23 novembro, 2005 14:25, Blogger Verdocas protestou:

Sim, e é o mesmo país em que os jogadores quase andam à bulha para serem capitães, ou em que em jogos europeus transformam o cenário em «aquilo é na América do Sul?», ou os dirigentes fixam-se em expressões que não lembram a ninguém, tais como «ir para a jarra»...
Mas, isto é como se costuma dizer relativamente aos casamentos: pelo menos só se estraga uma casa, neste caso, um campeonato!...

 

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