Falsos moralismos
Fiquei irritada com a última crónica de Miguel Sousa Tavares no jornal A Bola. Às páginas tantas apontava o dedo aos jornalistas da SportTV por, no relato do jogo do Sporting, estarem a defender a teoria dos penalties e do facto de o Sporting ser prejudicado na arbitragem. E acrescenta ainda em particular o facto de o reporter de campo, na flash-interview, começar a entrevista a Paulo Bento com uma afirmação (de que o Sporting tinha sido prejudicado) e não com uma pergunta, indiciando uma certa preferência clubística desse mesmo jornalista.
Azar, meu caro MST. Esse jornalista (e como eu o conheço bem!) nada tem de sportinguista. Bem pelo contrário! E um jornalista por acaso não pode ter uma apreciação (mesmo que isenta e imparcial) sobre o trabalho de três equipas em campo? Porquê ter que começar a abordagem com uma pergunta?
O jornalismo de segunda, como lhe procura chamar na crónica, não terá também como exemplos a indicação de que foram reclamados quatro ou cinco grandes penalidades nesse jogo (facto que não é de todo verdade) e que MST refere na mesma crónica?
Confesso que, até agora, tinha-o em melhor conta. Sendo assim, viva o «jornalismo de segunda», já que «o de primeira» parece viver em excesso de protagonismo.
Já agora, teria eu alguma curiosidade em saber qual a posição desse seu «jornalismo de primeira», isento, imparcial, face às polémicas manifestações de alegria dos jogadores do FCP...

1 protestos:
pelo que sei, a história até está mal contada. o dito repórter desmentiu que a pergunta tenha sido feita nesses termos e já teve oportunidade de o dizer ao MST...
Publicar um comentário
<< Home