Quando se pensa em jogador de futebol, de imediato pensa-se em dinheiro (muito dinheiro), brutos carrões, vidas luxuosas, roupa, estilo, alta velocidade, jantaradas e
nights.
Esquece-se o facto de haver jogadores e jogadores. Esquece-se o facto de haver profissionais e amadores. Esquece-se o facto de haver dependências e extravagâncias.
Pensa-se na minoria que ganham milhões, e esquece-se a maioria cujos agregados de família quase dependem exclusivamente desse esforço, e sobretudo dessa vida curta de jogador de futebol.
A juventude e a velhice são aqui muito relativas: aos trinta e qualquer coisa anos, um jogador de futebol é velho...
Também a saúde e a doença ganham contornos diferentes: uma pequena lesão pode comprometer fatalmente todo o futuro profissional de um atleta...
Assusta-me pensar em casos como os de Iordanov, Cherbakov, e mais recentemente João Manuel. Ontem, com 21 anos,
Sandro viu o seu futuro profissional (e talvez mesmo pessoal) inteiramente afectado... Uma vida profissional que quase não o chegou a ser...