2005/02/28

À espera de 2ª feira

Para tirar a ansiedade da espera desta grande 2ª feira, em que vamos depenar a águia (perdoem-me os amantes de animais, mas esta merece), resolvi no fim de semana dedicar-me um pouco à Liga inglesa.
Sábado, vi o Manchester Utd – Portsmouth (2-0).
Morno, muito morno. Quase adormeci no sofá e é o melhor que posso dizer do jogo. Ah, pois, o Rooney marcou dois golos. Zzzzzz…
Ontem, obviamente, foi dia de ver a final da Taça. O Liverpool marca nos primeiros segundos (ai ai Paulo Ferreira…) e passam a andar tipo enxame a segurar a bola. O Chelsea não consegue grandes soluções e lá se passa o tempo. Vale a ajudinha do Gerrard com auto-golo (dizem as más línguas que foi o 1º ao serviço do Chelsea) e no prolongamento Chelsea ganha 3-2. Ok, também não me entusiasmou por aí além...
Momento alto do jogo: Mourinho expulso do banco pela polícia(?) Se a moda pega em Portugal, estamos feitos com a GNR a expulsar toda a gente (no mínimo).

P.S. - a minha aposta para hoje FCP 3 – SLB 0
P.S. 2 - li agora que o V. Baía se magoou no dedo anelar. Glup... o Nuno é bom rapaz, mas....

2005/02/27

Previsão do tempo para amanhã:

  • O Porto vai ganhar 2 -0 (isto é mais desejo do que previsão);
  • O Jorge Costa vai mandar uma sarrafada ao Manuel Fernandes logo no início do jogo (para ele se acalmar);
  • O Petit vai fazer a mesmíssima coisa ao Diego;
  • Nenhum dos dois vai levar cartão;
  • As equipas vão acabar com 10 para cada lado;
  • No mínimo vão ser exibidos 8 amarelos (e vão ficar muitos no bolso);
  • Vão haver cotoveladas que ninguém vê e na semana a seguir vão haver novos sumaríssimos;
  • O Álvaro Magalhães vai perder mais 10 de vida;
  • Vão ser arrancadas cerca de 100 cadeiras;
  • Os Diabos Vermelhos vão levar faixas a ofender alguém e os Super Dragões vão dizer que os benfiquistas são uns Filhos da P*** (peço desculpa, mas é mesmo isto que eles dizem);
  • Vão haver, no mínimo, 3 "ajuntamentos" ao pé do árbrito;
  • Os jogadores que fizeram a falta levam amarelo, ou outros que lá foram barafustar e dar empurrões vão sair impunes;
  • No fim do jogo eles fingem que não se passou nada, trocam camisolas, vão beber copos todos juntos e os otários como nós vão passar a 3ª feira a discutir uns com os outros;
  • O Pinto da Costa, O veiga e o Vieira vão-se ofender na conferência de imprensa;
  • O Scolari não vai ver o jogo porque desenvolveu uma fobia ao estádio do Dragão;
Havia mais para dizer, mas garantidamente que já acertei nalgumas coisas...

2005/02/25

A tristeza assalta o futebol

Lembram-se daquela equipa grandiosa dos anos 90, que ganhou praticamente tudo no futebol? A Juventus. Sim, a Juventus de Paulo Sousa...
A Juventus tem estado sob vigia desde que o seu antigo médico confessou a distribuição de EPO aos seus atletas (com o conhecimento deles??). Como tal, e num cenário de justiça, arrisca-se a perder os título ganhos no período entre 94 e 98.
Serão muitos? Julguem vocês...
A Liga dos Campeões, Taça Intercontinental e Supertaça Europeia em 1996; três campeonatos italianos, em 1994/95, 1996/97 e 1997/98; uma Taça de Itália, em 1995; e duas Supertaças de Itália, em 1995 e 1997. (in Maisfutebol)
Triste, não?

Sporting do meu coração

Antes de abrir “hostilidades” e começar "ao ataque", começo por um registo de apresentação.
Já me perguntaram várias vezes de onde veio esta minha paixão pelo futebol e pelo Sporting. Sinceramente, não me lembro com exactidão. Lá em casa não havia paixão pela bola e os amigos da escola também tinham outros interesses.
Recordo que, nos meados dos anos 80, já ninguém me demovia de um apoio incondicional ao meu clube de sempre. Apesar de umas taças de Portugal ganhas pelo Sporting, nessa altura, quem reinava era o “glorioso Benfica” e o FCP já era uma equipa em plena ascensão. Apesar de tudo, eu também vibrei com o golo do Madger na Final da Liga dos Campeões em 87 e com a conquista da taça do Mundo um pouco depois nas terras geladas do Japão.
Mas não eram as conquistas de títulos que me incendiavam o coração. Lembro-me perfeitamente de me fascinar pela classe que o Carlos Xavier espalhava pelo relvado com aqueles toques de génio (já para não falar nos seus lindos olhos), dos golos do incrível Jordão e do amor à camisola do Manuel Fernandes, entre outros que me foram marcando. Sempre vivi o meu amor ao Sporting centrado nos jogadores. De poucos presidentes me lembro antes de Sousa Cintra e de treinadores, só a partir do Robson é que consigo listar alguns.
Hoje, só de pensar que estiveram a jogar numa mesma equipa, estrelas como Luís Figo, Balakov, Paulo Sousa e Valks, custa a acreditar como, mesmo assim, não ganhámos nada. E conseguiram levar 6-3 do Benfica!
Mas, se os jogadores do Sporting normalmente me conquistavam o coração de adepta, alturas houve em que também tive os meus desgostos. A vinda do João Pinto, “menino de ouro” da Luz, foi um duro golpe. Tive mais tarde de fazer o “mea-culpa” (apesar de o 6-3 da época 93/94 ainda me estar até hoje atravessado) e assumir que ele mostrou em campo ser um Sportinguista de garra. E o último campeonato ganho pelo Sporting, muito se deveu a ele e ao indisciplinado Jardel, de quem não guardo grandes saudades.
O meu momento mais alto, foi obviamente a conquista dos campeonatos de 2000 e 2002. Afinal de contas, depois de tantos anos de jejum, vivi com intensidade estes dois momentos de glória! E, se as conquistas não faziam falta para manter a minha paixão acesa, só posso dizer que, a partir de então, passei a desejá-las com mais força.

Hoje vivo o futebol de uma forma mais distanciada, mas com a paixão de sempre. Um jogo é sempre interrompido por um choro, uma muda de fralda, um puzzle para fazer, uma casa de Legos que ruiu. É com grande espanto que dou por mim a não me lembrar de nomes de alguns jogadores! É uma distância temporária, que aos poucos vou conseguindo encurtar. Porque já não é difícil agora, em cada golo do Sporting, ter palmo e meio de gente ao meu lado a partilhar a minha alegria e aos saltos gritar: “Goooooolo!!! Foi dos bons, mãe, foi?!”

2005/02/24

Assim sim!

Que lição de futebol!
Que lição de civismo!
Falam do futebol português? Pois falem, e falem muito, que cá em casa podemos não nos entender muito bem uns com os outros, mas somos uns SENHORES lá fora, digam o que disserem!
Têm mau perder? Pois aprendam connosco, e vão comer tulipas!

Fitas...

Ora, todos sabemos que o futebol tem o seu quê de arte dramática, desde faltas que não existem a desculpas esfarrapadas para o árbitro ter pena... embora isso não torne o jogo mais bonito, é aceite como uma parte deste desporto que é o futebol...
Até aí tudo bem... mas fitas em campo é que não... Não na minha selecção! Durante o Euro 2004 nem posso descrever o orgulho que tive da selecção... a sério, como "portuga" a viver fora, encheu-me o coração e, pelo que pude ver, o coração de todos os portugueses... mas nem tudo foram rosas...
Portugal Vs Inglaterra... um jogo que, especialmente aqui no Reino Unido, foi vivido com tanta intensidade... embora tenha ficado muito contente no final, pergunto-me o porquê da fita do Figo (sim porque, para mim, não tem outro nome)... não estava a jogar ao seu melhor nível e, num jogo em que era preciso ganhar, o seleccionador substituiu-o por um jogador mais novo, Helder Postiga... para quê a saída pela linha de fundo, sem cumprimentar o colega que acabou de entrar em jogo e a birra de se fechar nos balneários? Será que ele preferia ter ficado, o golo que o Postiga marcou não ter sido marcado, e a selecção ter ficado pelo caminho? No dia seguinte, depois do jogo, muitos galeses agradeciam-me pela vitória portuguesa (eles não gostam dos ingleses) mas muitos também me perguntaram o que se passou com o Figo...
Eu até gosto do Figo como jogador mas agora tornou-se numa "prima dona" ou menino mimado que quer tudo à sua maneira... como o caso do Deco ter entrado para a selecção... uma atitude que para mim só pode ser explicada pelo seu medo de perder o estatuto de estrela!
Naquele momento, no meio de um jogo tão emocional, eu tive vergonha de ter o Figo na nossa selecção... mas não quero com isto dizer que não quero que ele volte, pois no jogo contra a Holanda, com a cabeça mais fria fez uma boa exibição... mas "não habia nexexidade!!!ZZZZ!"
E tenho dito!

Superliga 2004/2005

Quando era ainda mais miúda do que o que sou hoje adorava futebol! Era doida pelo Benfica! Hoje continuo a ser, mas com os "horizontes" alargados. Gosto de ver um bom jogo de futebol (sempre que tenho tempo)!!! Torço pela equipa do meu coração, mas não digo NÃO a um jogo bem disputado. E a Superliga 2004/2005 não podia estar a ser melhor disputada. Aproxima-se a 23ª jornada e ainda não temos um campeão nacional à vista!!! :) Há muito que não tínhamos um campeonato tão emocionante e com o 5º classificado separado do 1º por apenas 4 pontos!
Aproxima-se uma jornada que poderá definir um líder "destacado" e espero que seja o Benfica!!! Que o Benfica vença o Porto, naquele que vai ser um grande clássico do futebol português! Mas acima de tudo que seja um grande espectáculo! Viva o Benfica!!!

O anti-cromo

Se há característica que procuro num jogador de futebol, mais do que a sua técnica ou a sua perícia em campo, é a sua postura, dentro e fora de campo.
É fácil encontrarmos cromos de futebol, que se destacam ou pela côr ou corte de cabelo, ou pela forma como reagem a uma advertência mais forte por parte do juiz do jogo. Ou ainda pela marca de calças que representam, ou pelo carrão que têm. E poderíamos continuar a enumerar situações ou aspectos em que se tornam evidentes demais do que era suposto, ou pelas razões menos felizes.
É por isso que aprecio tanto os anti-cromos. São difíceis de encontrar, cada vez mais; mas não são impossíveis. E quando procuro um exemplo claro deste anti-cromo o primeiro nome que me vem à cabeça é o de Gary Lineker: correcto, educado, calmo, amigo do seu amigo, profissional, generoso... um sem-fim de aspectos positivos. Por associação de ideias, e ainda na procura de exemplos de anti-cromos, lembro-me de van Basten e Matthaus. E nos tempos de hoje? E no leque de jogadores nacionais? Num país que vive agarrado à imagem do Pantera Negra como o símbolo emblemático do nosso futebol, quero acreditar que existem jovens seniores que se possam destacar - não pelo seu protagonismo, pelo vedetismo, pela comercialização da imagem ou pelo mau exemplo em termos de comportamento -, mas sim pela sua educação, pela sua postura, pelo seu empenho e profissionalismo, pelo respeito e civismo que demonstram. Penso num Ricardo Carvalho, num Moreira, num João Moutinho... quem sabe? Mas era importante que existissem, pois os jovens precisam de referências assim.

2005/02/22

A Braçadeira de Capitão…

Joguei pouco tempo um desporto colectivo por isso não posso analisar, com conhecimento de causa, a importância de um capitão de equipa. Mas, na minha opinião, um capitão tem que ser um líder, tem que inspirar tem que se fazer respeitar.
A braçadeira do meu Porto está há muito tempo entregue ao Jorge Costa ou, na sua ausência, ao Vítor Baía. Em qualquer um dos casos não tenho nada a dizer. São “produto da casa”, estão lá há muitos anos, são respeitados pelos colegas e são tugas (não é que isto seja condição essencial – lembro-me, por exemplo, do saudoso capitão Aloísio).
Acho o Jorge um bocado bruto (para não dizer outra coisa) de vez em quando. Mas aquilo está-lhe no sangue! Ele é bruto com toda a gente, não é nada dirigido… Dá-me ideia que até com ele próprio é bruto quando as coisas lhe correm mal. É bruto com os árbitros e acima de tudo é bruto com os colegas de equipa.
Quando alguma coisa está a correr mal o Jorginho vai lá, dá 3 berros e mais uns tantos empurrões e a coisa fica sanada. Quando o Porto está a perder o Jorge vai buscar forças onde já não as deve ter e corre o campo inteiro qual médio ou ponta de lança e já por algumas vez resolveu jogos.
Eu gosto dele e não o crucifiquei aquando do lamentável episódio da braçadeira atirada para o chão porque acho que aquilo foi mais direccionado para o Octávio Machado do que para a Instituição em si… Continuo a achar que um pedido de desculpas aos adeptos não teria ficado mal, mas são águas passadas!
O Benfica andou algum tempo à deriva no que se refere a este assunto. Achei o episódio da época passada com o Simão caricato, mas dei-lhe razão. Tinha sido ele o capitão na época 2002/2003 e tinha lógica a sua continuidade. O Hélder fez campanha na comunicação social e no balneário e ganhou umas eleições que nunca tinham existido até à data. Na minha opinião a birra do Simão tinha algum fundamento e, porque a lógica não falha, a braçadeira está hoje no seu braço e na minha opinião bem entregue… Cumpre o seu papel, falta-lhe um pouco de carisma. Mas acho que com o tempo chega lá!
O sistema da Sporting é o que mais me confunde… Acho que o 1º Capitão é o Pedro Barbosa, o 2º o Beto e o 3º o Sá Pinto (ou então são estes 3 numa outra ordem que não chego a perceber bem). Nenhum deles é titular indiscutível e por isso a braçadeira vai andando de “mão em mão” entre estes três… Ou outro qualquer (Confesso que dos três, faz-me alguma confusão que uma pessoa com a indisciplina da Beto possa ser capitão, mas são assuntos internos). A falta de uma liderança vincada (na minha opinião a começar no banco… mas isto parece-me um problema existente nos 3 clubes) pode dar azo a situações, por assim dizer, esquisitas!
Vou só falar das suas mais recentes. A primeira, o “penalty de ninguém ou de muita gente”. Quem percebe o mínimo de futebol sabe que está sempre estipulado o jogador que marca as grandes penalidades. Não reina a anarquia de “quem sofre a falta é quem marca”. Houve quem chamasse mimado ao Liedson pela cena lamentável… Se houve ali mimo a mais foi do Sá Pinto, na minha opinião.
No relato que eu ouvia na rádio a cena foi descrita pelos comentadores como “algo que faz lembrar os jogos dos iniciados do Sta. Iria”. Não achei que fosse tão mau até ver as imagens da televisão. Aquele momento marcou o jogo. A partir daí, cada um comemorou os golos para o seu lado… E pior, cada um com os seus seguidores.
E são estas coisas que “partem balneários”.
Voltando à liderança, um outro episódio veio confundir-me ainda mais esta jornada. O Sá Pinto é substituído e a braçadeira de capitão vai direitinha para o braço de… Custódio (de assinalar que o Pedro Barbosa estava em campo). Não tenho nada contra o Custódio, pelo contrário! Com 21 anos está à beira (espero eu) de se iniciar na Selecção A e com todo o mérito… Mas porque é que a braçadeira foi para aquele braço?? Será que, no Sporting, todos os jogadores podem assumir esta responsabilidade?
Eles não acreditam mas um bom Psicólogo do Desporto anda a fazer falta a muita equipa portuguesa!!

Pontapé de saída

Há muito que o futebol deixou de ser do domínio exclusivo do sexo masculino! Há muito que o futebol deixou de ser o "Passeio do Domingo dos Homens" para passar a a ser um "Passeio em Família" ou um "Passeio de Mulheres". Há muito (não tanto, mas algum) que o futebol deixou de ser exclusivamente conversa de taberna, para passar a ser conversa de café, ou quem sabe, mesmo, conversa de cabeleireiro.
Noutros sítios conhecemo-nos e descobrimos (entre outros) um interesse comum... O Futebol! Não somos um grupo de amigas (por enquanto), mas também não somos só conhecidas.
Não conhecemos os rostos nem as vozes umas das outras (na maior parte dos casos) mas isto não nos impediu de encetarmos um projecto comum... Um blog dedicado ao Mundo do Futebol, exclusivamente escrito por mulheres...
Não sabemos se será o único, embora arrisquemos que sim!
Aqui pretendemos falar sobre os nossos clubes do coração, sobre a selecção nacional, sobre claques, polémicas, "sistemas", casos... E, porque não também, de outras coisas não tão directamente relacionadas com o futebol, como as causas sociais em que (alguns) jogadores se envolvem, notícias côr-de-rosa, e outras coisas que tais!!
Não pretendemos que este blog seja isento.
Cada uma de nós vai defender o seu clube do coração...
Saudações Futebolísticas!